Por dois anos e meio, cultivamos 96 pés de duas espécies da Passiflora. Apesar da excelente saúde dos frutos, pendemos nosso interesse ao rico potencial das folhas jovens da planta, colhidas e desidratadas para a infusão deste chá ainda pouco estudado e amado no Brasil.
Das tentativas de introduzir novas espécies, a de maior sucesso se deu com a Tithonia rotundifolia, margarida típica da América Central. Os polinizadores simpatizaram muitíssimo, elegeram sua continuação e o terreno ora difunde a flor como se fosse uma nativa local de longa data.

Assim que o plantel de Passiflora sucumbiu ao stress hídrico de 2024, as aves, aproveitando a ainda forte adubação das espaldeiras, realizaram um plantio magnífico de Carica papaya. Em guarda compartilhada, os mamoeiros crescem e vingam apenas onde pássaros e saúvas consentem.
Alimento marcante da cultura brasileira, a mandioca tem nossa predileção quando a pauta é expandir. De cultivo fácil e larga aplicação, esta nobre amiga guarda o valor do mito e do rito da colheita e da preparação como um ato de terapêutica e nutritiva corporeidade.

As lides do campo não resfriaram a paixão pela publicação gráfica. Nosso catálogo já nasceu e promete três novos títulos em 2026. Estreamos com 'Apostilha ver Elias' (2024), da autora enigmática Angélica Pallas. Ela faz análise do romance brasileiro, história da cultura e versos, muitos versos, em 100 páginas saborosas.

Compreender a experiência estética como ponto de partida para uma prática de mais profunda e vigilante consciência histórica. A essa premissa, o gostinho da MPB e o prazer dos instrumentos tocados pela dupla somam-se, num podcast inusitado que é entretanto registro formal da residência artística.
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