

Em 2025, o outrora silo de milho abrigou peças da série 'Querubins' (trabalho de Reis Santos), a fim de aproximarmos os espaços-conceito ateliê e galeria, a prática em processo e a exposição. Música, dança e canto, amarrações e camadas, numa como na outra parte, durando em escultura o preocupado afastamento. Eles passarão bem? E nas intempéries?

Compreender a experiência estética como ponto de partida para uma prática de mais profunda e vigilante consciência histórica. A essa premissa, o gostinho da MPB e o prazer dos instrumentos tocados pela dupla somam-se, num podcast inusitado que é entretanto registro formal da residência.

As lides do campo não resfriam a paixão pela publicação gráfica. Estreamos nosso catálogo com Apostilha ver Elias (2024), da enigmática autora Angélica Pallas. Ela faz análise do romance brasileiro, história da cultura e versos em 100 páginas sem sobras.

Por dois anos e meio, cultivamos 96 pés de duas espécies da Passiflora. Apesar da boa saúde dos frutos, pendeu nosso interesse o rico potencial das folhas da planta, colhidas e preparadas para a infusão. Um preparo ainda pouco estudado e amado no Brasil.

Das tentativas de introduzir novas espécies, destaca-se a Tithonia rotundifolia, margarida típica da América Central. Borboletas, mamangavas e maritacas adotaram-na e elegeram sua continuação. O terreno espalha a flor como se fosse nativa de longa data.

Assim que o plantel de Passiflora sucumbiu ao stress hídrico de 2024, as aves, aproveitando a ainda forte adubação das espaldeiras, realizaram um plantio magnífico de Carica papaya. Em guarda compartilhada, os mamoeiros crescem e vingam apenas onde saúvas consentem.

Alimento marcante da cultura brasileira, de cultivo fácil e larga aplicação, a nobre amiga guarda o valor do mito e do rito da colheita e da preparação como um ato de calorosa corporeidade.
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